terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tribunal europeu considera justificado uso de câmeras escondidas por jornalistas

Fonte Agência Brasil | 24/02/2015 18:11


O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) considerou hoje (24) que o interesse público justifica a utilização de câmeras escondidas por jornalistas. Sem precedentes, a decisão condena a Suíça pela proibição da prática. O tribunal beneficiou quatro jornalistas condenados ao pagamento de multas por causa de reportagem televisiva produzida, em 2003, com recurso de câmera escondida. A matéria denunciava más práticas comerciais no setor das seguradoras. 

Os quatro jornalistas, entre eles Ulrich Haldimann, chefe de redação da televisão pública do cantão suíço alemão (SFDRS), foram processados por "escuta e gravação de conversas" sem o consentimento do interveniente, o corretor de seguros entrevistado com câmera escondida. Eles foram condenados ao pagamento de multas entre 120 e 4,2 mil francos suíços (entre 116 e 3.911 euros).

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Na decisão, a primeira emitida sobre utilização de câmeras escondidas por jornalistas, o Tribunal Europeu invoca a jurisprudência de ofensas ao bom nome de figuras públicas. A conclusão é que houve violação da liberdade de expressão dos queixosos. 

"A ingerência na vida privada do corretor (…) não foi de gravidade tal que deva sobrepor-se ao interesse do público em ser informado de más práticas em matéria de corretagem nas seguradoras", ressaltaram os integrantes do tribunal. 

Os magistrados europeus destacaram o cuidado dos jornalistas em proteger o rosto e a voz do agente em causa. "Além disso, apesar de relativamente leves, as penalidades infligidas aos jornalistas poderiam incitar a imprensa a abster-se de fazer críticas", advertem. 

Segundo o TEDH, os jornalistas fizeram uma reportagem "negativa", mas agiram de "boa fé", uma vez que limitaram o uso da câmera escondida, razão pela qual "eles têm o benefício da dúvida (…) quanto à vontade de respeitar as regras da deontologia jornalística definidas na lei suíça". 

A decisão do TEDH não é definitiva. As autoridades suíças têm três meses para pedir o reenvio do caso para a Grande Câmara do TEDH, o que o Tribunal poderá não autorizar.

Estados Unidos e Cuba voltam a negociar reaproximação diplomática

Fonte Agência Brasil | 24/02/2015 15:29

Representantes dos Estados Unidos e de Cuba voltam sexta-feira à mesa das negociações para debater o processo de restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, anunciado em dezembro do ano passado. Depois de um primeiro encontro em Havana, realizado em 21 e 22 de janeiro, a segunda rodada de negociações está agendada para a sede do Departamento de Estado norte-americano, em Washington.

Tal como aconteceu na capital cubana, a delegação norte-americana será chefiada pela secretária adjunta para os Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson. Já a equipe cubana pela diretora-geral para os EUA do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Josefina Vidal. As conversações vão incidir “sobre matérias relacionadas com a reabertura de embaixadas, incluindo as funções dos diplomatas” nos dois países, indicou o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado.

“É do interesse dos dois países restabelecer relações diplomáticas e reabrir embaixadas. A embaixada norte-americana em Havana permitirá que sejam promovidos de forma mais eficaz os interesses e valores dos Estados Unidos, e aumentar o envolvimento [do povo norte-americano] com o povo cubano”, indicou a diplomacia norte-americana, na mesma nota informativa. Acrescentou que, em razão da complexidade do processo, o restabelecimento das relações diplomáticas requer mútuo acordo dos governos.

Durante o último mês, grupos de congressistas norte-americanos viajaram até a ilha liderada por Raúl Castro para conhecer a atual situação do país e para conversar com as autoridades cubanas e representantes civis.

A administração do presidente democrata Barack Obama já suavizou algumas das restrições relacionadas com as viagens dos norte-americanos para a ilha e, em meados deste mês, anunciou que autorizava importações de alguns bens e serviços do setor privado de Cuba, mas com importantes exceções como é o caso dos produtos animais e vegetais, álcool e tabaco, minerais ou produtos químicos e têxteis.

No Congresso norte-americano, que já realizou várias audiências sobre o assunto, foram apresentados dois projetos de lei para regular o clima de abertura entre os dois países: um dos textos aborda a autorização de viagem de cidadãos norte-americanos para Cuba, enquanto o outro é mais abrangente e visa ao fim do embargo comercial, imposto há mais de meio século. Nenhum dos textos foi ainda submetido à discussão dos legisladores do Congresso.

O governo de Raúl Castro espera que Washington levante o embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba. Para os Estados Unidos, um dos temas mais delicados está relacionado com os direitos humanos e as liberdades em Cuba. Apesar de Havana ter libertado mais de meia centena de presos políticos, alguns ativistas cubanos têm denunciado que o governo de Raúl Castro continua a fazer detenções arbitrárias e a violar os direitos humanos.

As conversações entre Havana e Washington surgem depois de Barack Obama e Raúl Castro terem anunciado, simultaneamente, em 17 de dezembro de 2014, uma aproximação histórica entre os dois países. O anúncio surgiu após 18 meses de negociações secretas entre Washington e Havana. O embargo econômico, comercial e financeiro contra Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois do fracasso da invasão da ilha para tentar derrubar o regime de Fidel Castro, em 1961, que ficou conhecido como o episódio da Baía dos Porcos.

Moscou mente 'na minha cara' sobre Ucrânia, diz Kerry

Fonte site de notícias Terra | 25/02/2015 21:30


O secretário de Estado americano, John Kerry, acusou os líderes russos, nesta terça-feira, de mentirem "na minha cara" sobre o envolvimento de Moscou no conflito na Ucrânia e denunciou o que chamou de "propaganda" da Rússia.

O chefe da diplomacia americana se recusou, no entanto, a dizer claramente se é favorável a enviar armas dos Estados Unidos para Kiev para ajudar o Exército ucraniano a combater os rebeldes pró-russos no leste do país.

"A Rússia se engajou em um período notável do mais notável exercício evidente e extensivo de propaganda que eu já vi desde o auge da Guerra Fria", disse Kerry a legisladores americanos.

"Eles têm insistido em seus embustes - mentiras -, como queira chamá-los, sobre suas atividades lá bem na minha cara, na cara de outros, em muitas e diferentes ocasiões", prosseguiu.

Kerry se reuniu várias vezes na Europa com o chanceler russo, Sergei Lavrov, desde que a crise começou, no começo de 2014.

Ao ser perguntado se a Rússia estava mentindo quando negou se havia tropas, ou armas russas na Ucrânia, Kerry respondeu: "sim".

"A Rússia está empenhada em um esforço maciço para influenciar países, recorrer a eles, aproximar-se deles e, fundamental e tragicamente, reavivar um tipo de jogo leste-oeste que pensamos ser perigoso e, francamente, desnecessário", disse Kerry.

Ele insistiu em que Washington está "fazendo um trabalho muito bom ao defender a soberania ucraniana".

A administração Obama está discutindo se aumentará, ou não, seu apoio a Kiev para incluir armas letais.

"Até que o presidente tome sua decisão, eu vou manter minhas consultas privadas e pessoais com ele", afirmou.

Kerry já pediu ao Congresso e à comunidade internacional, porém, que aumente seu apoio econômico à Ucrânia.

"Todos devemos estar preparados para apoiar e estender a mão economicamente à Ucrânia, enquanto reformarem e tentarem implementar seu sonho e sua visão", disse Kerry, ao Comitê de Apropriações do Senado, no começo de dois dias de audiências sobre o orçamento.

"Não é suficiente fazer (o presidente Petro) Poroshenko vir aqui e ter 40 aplausos de pé e, depois, não fazer o que realmente o ajudará a criar a democracia que ele quer criar", acrescentou.

Ministros das Relações Exteriores de França, Alemanha, Rússia e Ucrânia se reuniram em Paris, nesta terça-feira, em uma nova tentativa para salvar o cambaleante plano de paz para o leste da Ucrânia, costurado na capital bielo-russa, Minsk, 12 dias atrás.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Unicef alerta para rapto de adolescentes por milícias no Sudão do Sul

Por Agência Brasil com informações da Agência Lusa | 21/02/2015 19:15


Unicef estima que ao menos 12 mil crianças estejam sendo usadas pelos dois lados que travam uma guerra civil no país.



Um grupo armado não identificado do Sudão do Sul raptou pelo menos 89 rapazes no Norte do país, informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em comunicado. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o rapto em massa pode envolver números superiores.



Segundo testemunhas, homens armados cercaram as aldeias e fizeram buscas de casa em casa para levar os adolescentes, todos com idade acima de 12 anos.



“O recrutamento e uso de crianças e adolescentes por forças militares destrói as famílias e as comunidades”, disse o diretor do Unicef no Sudão do Sul, Jonathan Veitch.



O Unicef estima que pelo menos 12 mil crianças estejam sendo usadas por ambos os lados que travam uma guerra civil no Sudão do Sul.

Criança-bomba morre em explosão na Nigéria e mata mais cinco

Fonte Agência Brasil | 22/02/2015 17:37
Uma menina-bomba aparentando sete anos morreu hoje em um mercado na cidade de Potiskum, no Nordeste da Nigéria, matando mais cinco pessoas, informaram à Agencia France Press (AFP) testemunhas do atentado.

Exército. Foto: Agência Brasil
A explosão ocorreu no mercado de Kasuwar Jagwal, dedicado à venda e reparação de telefones, na capital econômica do estado de Yobe, um dos três mais afetados pelos ataques do grupo terrorista Boko Haram.


A criança acionou o cinto de explosivos que levava à cintura, informaram as testemunhas, segundo as quais a menina parecia ter cerca de 7 anos.



"Cinco pessoas morreram ao mesmo tempo que a menina e 19 foram hospitalizadas devido aos ferimentos", afirmou uma das testemunhas, Buba Lawan, que lidera milícia local de defesa.



O balanço foi confirmado por uma fonte hospitalar que pediu anonimato.



Este é o segundo atentado suicida no mercado Kasuwar Jagwal desde o início do ano, depois de duas meninas terem acionado explosivos no dia 11 de janeiro, matando seis pessoas e ferindo 37.



Na véspera, outro atentado semelhante, cometido por uma menina de cerca de 10 anos, provocou a morte de 19 pessoas no principal Mercado de Maiduguri, capital do estado de Borno, vizinho de Yobo.



Os atentados foram atribuídos ao Boko Haram, que controla várias localidades no Nordeste da Nigéria e tem multiplicado seus ataques desde 2009.

Crise na Ucrânia: Bomba em manifestação deixa pelo menos dois mortos

Fonte BBC Brasil | 22/02/2015 17:14


Uma bomba matou pelo menos duas pessoas, incluindo um policial, e deixou pelo menos outros 10 feridos em uma manifestação na cidade ucraniana de Kharkiv.



A marcha era uma das outras tantas que estão sendo realizadas no país para marcar um ano desde os grandes protestos de 2014 em Kiev que derrubaram o então presidente ucraniano pró-Rússia, Viktor Yanukovych.



Forças de segurança prenderam quatro pessoas suspeitas de terem orquestrado o ataque, segundo autoridades locais.



A explosão aconteceu às 13h20, horário local, conforme as pessoas iam se juntando perto do Palácio do Esporte na cidade para uma marcha de apoio à unidade nacional, segundo a mídia ucraniana.



Um promotor da região ouvido pela agência de notícias Reuters disse que o artefato explosivo aparentemente foi jogado de um carro.


Ataque


Alexei Grechnev, uma testemunha que estava no local no momento da explosão, disse à BBC: "Nós estávamos andando em uma coluna de pessoas, em frente à seção, quando ouvi um barulho bem alto e vi algumas pessoas caindo no chão a alguns metros de mim. Algo totalmente inesperado tinha acontecido, uma cena surreal, como nos cinemas."



Uma foto, aparentemente tirada no local da explosão, mostra um corpo enrolado em uma bandeira ucraniana enquanto as ambulâncias se aproximam.



"Os serviços de segurança prenderam pessoas que podem estar envolvidas no ataque e no planejamento de outros crimes de natureza terrorista em Kharkiv", disse um porta-voz da polícia, Markian Lubkivskyi por meio de uma rede social.



Depois, ele confirmou que os quatro suspeitos presos eram cidadãos ucranianos que haviam recebido instruções e armas na cidade russa de Belgorod, do outro lado da fronteira.



O presidente ucraniano Petro Poroshenko descreveu os ataques como "uma ousada tentativa de expandir o território do terrorismo" e prometeu justiça aos responsáveis.



Antes da explosão, Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, já havia vivido dezenas de ataques nos últimos três meses, incluindo a explosão em um bar usado por ativistas pró-governo que deixou mais de 10 pessoas feridas em novembro.


Crédito: Getty

Análise: David Stern, BBC News Kiev


Um video filmado por um cinegrafista amador mostra uma marcha com algumas centenas de pessoas em uma das principais ruas de Kharkiv.



Em seguida, a explosão. A multidão corre, apavorada. Um homem cai no chão agonizando. Outro está morto na neve.



Houve outros ataques com bombas e explosões em Kharkiv nas últimas semanas, mas esse foi o mais fatal.



Rebeldes apoiados por Moscou têm ameaçado expandir seu território ali. Muitos temem que o conflito esteja se espalhando por essa cidade tão estratégica, a segunda maior da Ucrânia, a apenas meia hora de distância de carro da fronteira com a Rússia.

Clima sombrio


Enquanto isso, milhares de ucranianos participaram de "marchas da dignidade" na capital Kiev e em outras cidades, lembrando as vítimas dos protestos de fevereiro do ano passado.



Segundo David Stern, o clima estava pacífico, mas ainda sombrio.



Milhares de pessoas marcharam pela rota que incluía as principais zonas de batalha entre os manifestantes anti-governo e a tropa de choque, um ano atrás.



Mais de 100 pessoas morreram no que, até aquele momento, era o pior episódio de violência na história da Ucrânia independente.



Cessar-fogo



Kharkiv é uma cidade fora da zona de conflito no leste da Ucrânia, onde um acordo de cessar-fogo assinado há duas semanas parece finalmente ter dado uma trégua na 'guerra' entre o exército ucraniano e os rebeldes.



O governo da Ucrânia concordou em começar a recolher as armas mais pesadas do local a partir deste domingo, e os rebeldes prometeram fazer o mesmo na terça-feira.



O recuo das duas partes no conflito não deverá ser concluído antes de 8 de março, cinco dias depois do deadline que foi acordado nas conversas de paz em Minsk no início do mês.



Outro elemento chave do acordo selado pelo cessar-fogo foi a liberação de 191 prisioneiros pelo exército ucraniano e também pelos rebeldes – algo que aconteceu neste sábado.



Crédito: Getty


Segundo o correspondente da BBC em Donetsk, Paul Adams, esses dois fatores despertam uma certa esperança de que o acordo irá realmente funcionar, mas com tantas suspeitas e com tanta má fé dos dois lados, ainda não é possível garantir que o cessar-fogo irá durar.


Ainda assim, segundo o funcionário da OSCE, Alexander Hug, o cessar-fogo continua a ser violado, principalmente em Debaltseve, um importante centro de transporte que foi dominado pelos rebeldes nos últimos dias. Ele acrescentou que a situação humanitária está "relativamente catastrófica".



"A população local nos relata que eles não têm água, nem comida, nem gás, ou aquecimento, não têm eletricidade, nem medicamentos. E todos os prédios que os nossos monitores visitaram foram afetados pelo conflito", disse.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pentágono afirma novamente que Rússia fornece armamento para rebeldes da Ucrânia

Fonte Dow Jones Newswires | 19/02/2015 17:48


Autoridades dos Estados Unidos afirmaram mais uma vez nesta quinta-feira que forças militares da Rússia continuam a se mover em direção à Ucrânia, à medida que os separatistas tentam consolidar seu controle sobre a cidade de Debaltseve. Os norte-americanos acreditam ainda os russos enviaram artilharia e lançadores de foguetes para os rebeldes ucranianos.

"Continuamos a ver um grande fluxo de equipamentos se movendo da Rússia para a Ucrânia", afirmou o coronel Steve Warren, um porta-voz do Pentágono. "Todo este equipamento russo que se move para a Ucrânia contribui para a desestabilização da região."

O Kremlin nega veementemente o envio de tropas ou armas para a Rússia.

Tanto os separatistas quantos as forças de Kiev afirmaram que os bombardeios haviam diminuído nesta quinta-feira, embora ataques esparsos foram relatados em torno do aeroporto de Donetsk e no entorno da cidade de Mariupol.

Mais cedo, líderes da França, Alemanha, Rússia e Ucrânia realizaram uma teleconferência para analisar a situação no leste da Ucrânia e avaliar se Kiev e separatistas apoiados pelos russos estão violando a um acordo de cessar-fogo.

Os líderes europeus pediram que ambos os lados em conflito garantam o acesso de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Até agora, os rebeldes têm bloqueado a entrada dos inspetores internacionais a Debaltseve, citando preocupações com segurança, embora tenham sinalizado nesta quinta-feira a possibilidade de, em breve, permitir que eles acesses às áreas em conflito.

Steffen Seibert, porta-voz da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, disse que os líderes "concordaram são necessárias medidas imediatas e concretas para uma implementação completa do acordo de cessar-fogo e a total retirada, sob a fiscalização da OSCE, das armas pesadas."

Mortes de civis no Afeganistão aumentaram 25% no ano passado


Por agencia EBC | 18/02/2015

O conflito armado no Afeganistão levou, no ano passado, a um aumento de 22% dos incidentes envolvendo mortes ou ferimentos de civis. Ao apresentar os números esta quarta-feira, a Missão da ONU no país, Unama, revelou que o total de vítimas civis, 10.578, foi o maior desde 2009.

Se forem contadas apenas as mortes de civis, foram quase 3,7 mil, um aumento de 25% em relação a 2013. Mais de 6,8 mil afegãos ficaram feridos, índice 21% maior. Segundo a Unama, desde 2009, o conflito armado no Afeganistão causou a morte de 17,7 mil civis e deixou quase 30 mil feridos.




Explosivos


Pela primeira vez em cinco anos, mais afegãos morreram ou ficaram feridos por explosivos improvisados. O relatório da Unama destaca que operações em terra foram responsáveis pela maioria das vítimas, 54%, e a principal causa de morte de mulheres e de crianças no ano passado.

A Unama destaca que as partes em conflito aumentaram o uso de morteiros, foguetes e granadas, muitas vezes de forma indiscriminada, em áreas povoadas por civis, por isso as "consequências arrasadoras". Outra causa de fatalidades foi o aumento dos ataques suicidas por elementos antigoverno.

O relatório sobre a violência no Afeganistão foi produzido em parceria com o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Grécia: Parlamento elege o conservador Prokopis Pavlopoulos como novo presidente

Fonte Associated Press | 18/02/2015 15:00

O parlamento da Grécia elegeu o veterano político conservador Prokopis Pavlopoulos como novo presidente do país. Ele recebeu o apoio do partido esquerdista Syriza, que assumiu recentemente o governo do país, e do principal partido de centro-direita do país.

A eleição de Pavlopoulos - que tem 64 anos de idade e já foi ministro do Interior - encerra um impasse que desencadeou a antecipação das eleições gerais no mês passado. O cargo de presidente na Grécia é apenas figurativo, mas o imbróglio no legislativo evidenciou as fissuras na política do país, assolado pela crise econômica desde 2008.

A votação ocorreu ao mesmo tempo em que a Grécia luta para rever o acordo de resgate financeiro do país.

Pavlopoulos é um membro sênior do partido conservador Nova Democracia. Com apoio do Syriza e dos Gregos Independentes, de centro-direita, ele conquistou 233 votos, contra 30 de Nikos Alivizatos, um professor de direito que obteve o apoio de partidos de centro-esquerda.

O ex-ministro é duramente criticado no país por não ter conseguido responder com eficiência a violência que tomou conta das ruas de Atenas em 2008, desencadeada pela morte de um adolescente por um policial.

Pavlopoulos irá substituir o presidente Karaolos Papoulias, de 85 anos, que estava no poder há 10 anos.

Exército ucraniano abandona Debaltsev, novo revés para Kiev

Por site de notícias Terra | 18/02/2015 18:57


Os rebeldes pró-russos infligiram nesta quarta-feira um novo revés militar às autoridades de Kiev, forçando o Exército ucraniano a se retirar de Debaltsev, após intensos combates nessa cidade do leste separatista.



Os ocidentais imediatamente acusaram os separatistas de prejudicar o processo de paz, violando o cessar-fogo declarado no sábado. Para os pró-russos - apoiados, segundo Kiev e os ocidentais, por Moscou -, a vitória em Debaltsev completa os avanços militares iniciados durante o verão.



A área controlada pelos rebeldes é relativamente homogênea e faz a junção entre os territórios separatistas das regiões de Lugansk e Donetsk. Agora, a questão que se impõe é se os rebeldes conterão seu avanço, ou se pretendem continuar mais a oeste, ou para o sul e Mariupol.



O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, pediu à Rússia que retire todas as suas forças da Ucrânia e pare com seu apoio aos separatistas.



Diante da alteração no equilíbrio de forças em terra, François Hollande, Angela Merkel, Petro Poroshenko e Vladimir Putin devem conversar ainda esta noite por teleconferência, informou o porta-voz do governo francês, Stéphane Le Foll.



Com o semblante sério e de uniforme militar, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, falou do aeroporto de Kiev para anunciar o abandono de Debaltsev antes de partir para a zona de guerra e se encontrar com os soldados exaustos que precisaram fugir da cidade.



"Nesta manhã, as Forças Armadas ucranianas e a Guarda Nacional concluíram a operação de retirada planejada e organizada de nossas unidades militares de Debaltsev", disse Poroshenko, que também pede o envio de uma força internacional de manutenção da paz para o leste do país.



"Não recebemos nenhuma ordem. Nos demos conta de que havia uma retirada apenas quando os blindados começaram a partir", declarou à AFP um soldado ucraniano que se encontra em Artemivsk. 



Mais cedo, repórteres da AFP viram dezenas de tanques, veículos blindados e militares ucranianos de Debaltsev chegando a Artemivsk, a cerca de 35 quilômetros de distância. Esses veículos transportavam soldados com barba por fazer e visivelmente exaustos. Segundo Kiev, 2.459 soldados deixaram Debaltseve nesta quarta.



A ofensiva rebelde em Debaltsev foi lançada na terça-feira, terceiro dia do novo cessar-fogo acordado na semana passada em negociações em Minsk entre os presidente francês, russo e ucraniano e a chanceler alemã.



O número de mortos em Debaltsev tem sido motivo de debate. O presidente Poroshenko evocou um balanço preliminar de 30 feridos durante a evacuação de um contingente de 2.000 soldados, mas alguns veículos de comunicação ucranianos relataram 40 mortos.



O Exército divulgou que pelo menos 22 soldados perderam a vida, e mais de 150 ficaram feridos "nesses últimos dias", incluindo seis mortos durante a retirada do terreno. Já o diretor do necrotério de Artemovsk, a cerca de 30 km de Debaltsev e para onde os soldados ucranianos recuaram, informou à AFP ter recebido 13 corpos de soldados ucranianos.



Um repórter da AFP viu vários corpos, alguns envoltos em sacos e outros em uniforme militar, dentro do necrotério e perto do prédio.


A imprensa russa noticiou que pelo menos 72 militares ucranianos se entregaram aos rebeldes. Kiev confirmou a captura de soldados, mas não divulgou sua identidade.


A União Europeia denunciou a tomada da cidade - uma "clara violação do cessar-fogo" - e questionou Moscou.



"A Rússia e os separatistas devem implementar imediata e integralmente os compromissos assumidos em Minsk", ressaltou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.



A Rússia é acusada de armar os separatistas e implantar tropas no leste da Ucrânia, principalmente para coordenar as operações militares separatistas.



O especialista militar russo Pavel Felgengauer avalia que Moscou não busca tomar Debaltsev por seu valor estratégico. E sim para enfraquecer, ou até mesmo derrubar, o presidente Poroshenko, criticado por sua gestão da guerra. O poder russo "procura humilhar, de maneira espetacular, o Exército ucraniano", escreveu Felgengaouer em um artigo de opinião.



Em Riga, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, reiterou as acusações europeias e exigiu que a "Rússia retire todas as suas forças do leste da Ucrânia, cesse seu apoio aos separatistas e respeite os acordos de Minsk".



"As tropas russas, a artilharia e as unidades de defesa antiaérea, assim como os elementos de comando e de controle continuam ativos na Ucrânia", denunciou Stoltenberg.



Já o governo alemão condenou a ação, considerando-a "muito prejudicial para as esperanças de paz".



Nesse contexto de crescente tensão, Petro Poroshenko reiterou seu pedido a Washington por armas letais defensivas, depois de uma conversa por telefone com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na terça-feira.



Os dirigentes europeus ainda não renunciaram, contudo, à solução diplomática. Segundo Paris, o acordo de Minsk sobre a Ucrânia "não está morto", e a França "fará tudo para mantê-lo vivo", apesar da tomada de Debaltsev.

Justiça dos EUA suspende reforma migratória proposta por Barack Obama

Por agência Ansa | 18/02/2015 14:19


Ação foi tomada após juiz do Texas suspender a aplicação da medida em território nacional por causar "danos irreparáveis"



A decisão de um juiz do Texas de suspender a aplicação em todo os Estados Unidos da reforma migratória do presidente Barack Obama fez com que a Casa Branca paralisasse o projeto.



A reforma, adotada por decreto em novembro, evita que cinco milhões de pessoas sejam deportadas por estarem em condições ilegais no país. A medida deveria entrar em vigor nesta quarta-feira (18).



A suspensão foi determinada pelo juiz federal Andrew Hannen em uma ação iniciada por 26 estados do país, todos governados por republicanos. Em seu despacho, ele afirma que a refoma pode gerar danos irreparáveis.



Antes da decisão, a medida já estava gerando críticas no Congresso entre os republicanos, que tentam condicionar a aprovação do orçamento do Departamento de Segurança Doméstica à anulação da reforma.