Fonte portal Uol Economia | 07/05/2015
Brasil e México, as maiores economias da América Latina, estudam a possibilidade de firmar um tratado de livre comércio, apesar da restrição renovada sobre o intercâmbio bilateral de automóveis, informou nesta quinta-feira (7) o ministro mexicano da Economia, Ildefonso Guajardo.
Diante da "necessidade de se ampliar o acordo comercial entre México e Brasil, (se prepara) uma antessala para um eventual tratado de livre comércio", disse Guajardo à imprensa durante o Foro Econômico Mundial latino-americano, que é realizado no balneário mexicano de Riviera Maya.
Durante a visita de Estado que a presidente Dilma Rousseff fará ao México este mês "firmaremos um acordo de investimentos e vamos explorar a ampliação dos fluxos comerciais" bilaterais, destacou Guajardo.
"A pergunta é o que interessa a vocês (Brasil) colocar no mercado mexicano e o que interessa ao México colocar no mercado brasileiro".
O Brasil é um grande exportador de matérias-primas, enquanto o México busca promover suas exportações de manufaturados.
Com intercâmbio comercial de mais de US$ 9 bilhões em 2014, o Brasil é o principal sócio comercial do México na América Latina, segundo a chancelaria mexicana.
Em março, os dois países renovaram um acordo que reduz a entrada no Brasil de automóveis mexicanos, significativamente mais baratos que os brasileiros.
Pelo acordo, firmado em 2012 e que deveria expirar em 19 de março passado para dar lugar ao livre comércio de veículos, o Brasil impõe tarifas de 35% aos automóveis mexicanos.
Em 2014, o México arrebatou do Brasil o título de maior produtor de automóveis da América Latina, com um crescimento de 9,1% na produção e de 10% nas vendas.
Já no Brasil, as vendas de automóveis caíram 23% e a produção sofreu um recuo de 22% no primeiro bimestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
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