Fonte Terra | 01/06/16
O presidente da Bolívia, Evo Morales, rotulou nesta quarta-feira de "agressão" a decisão do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de invocar a Carta Democrática do organismo continental para a Venezuela e pediu ao uruguaio que não seja um "instrumento de intervencionismo".
Em sua conta no Twitter, Morales questionou a decisão de Almagro e afirmou que antes era o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o que atuava dessa forma.
"Antes Obama (EUA), hoje Almagro (OEA), agressão. Irmão Almagro não seja instrumento de intervencionismo ao povo revolucionário da Venezuela (sic)", escreveu o governante boliviano, aliado do líder venezuelano, Nicolás Maduro.
Morales acrescentou que "a dignidade, soberania e autodeterminação" dos países que integram a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) "se defende, não se vende".
Almagro ativou na terça-feira a Carta Democrática à Venezuela, o que pode levar a sua suspensão do ente, por considerar que há uma "alteração da ordem constitucional que afeta gravemente a ordem democrático".
Morales já questionou há duas semanas ao secretário-geral da OEA por um cruzamento de acusações que teve com Maduro e sustentou que o organismo não pode ser um "Ministério de Colônias dos EUA.".
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